Durante muito tempo a obesidade foi tratada como falta de força de vontade. Hoje a medicina a reconhece como uma doença crônica e complexa, que merece tratamento sério, individualizado e sem julgamentos.
Obesidade é uma doença crônica
O peso corporal é regulado por um sistema que envolve hormônios, cérebro, genética, sono, emoções e ambiente. Quando esse sistema se desregula, o corpo passa a defender um peso mais alto, o que explica por que emagrecer e, principalmente, manter o peso é tão difícil apenas com dieta.
Como é a avaliação médica
Na consulta, o endocrinologista investiga a história do peso, hábitos, sono, saúde emocional, uso de medicamentos e doenças associadas. Também podem ser solicitados exames para avaliar:
- Glicose, insulina e risco de diabetes
- Colesterol e triglicerídeos
- Função da tireoide
- Gordura no fígado
- Composição corporal
Opções de tratamento
A base do tratamento é a mudança sustentável de estilo de vida: alimentação, atividade física, sono e manejo do estresse. Em muitos casos, medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade são indicados e ajudam a controlar a fome e a saciedade.
A escolha do medicamento depende do perfil de cada paciente e deve ser sempre feita e acompanhada por um médico. Em situações específicas, a cirurgia bariátrica também pode ser considerada.
Metas realistas e acompanhamento
Perdas de 5% a 10% do peso já trazem benefícios importantes para pressão, glicose, colesterol, sono e articulações. Como toda doença crônica, a obesidade exige acompanhamento contínuo, com ajustes ao longo do tempo.
O mais importante é ter um plano possível de manter, construído em conjunto entre paciente e médico.