O diabetes tipo 2 é uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil e, muitas vezes, evolui por anos sem causar sintomas. Reconhecer os sinais e fazer o diagnóstico cedo é a melhor forma de evitar complicações.
O que é o diabetes tipo 2
No diabetes tipo 2, o corpo passa a responder mal à insulina (a chamada resistência à insulina) e, com o tempo, o pâncreas não consegue produzir o suficiente para manter a glicose do sangue em níveis normais.
Excesso de peso, sedentarismo, histórico familiar e idade são os principais fatores de risco, mas a doença também pode aparecer em pessoas jovens e sem sobrepeso.
Principais sintomas
Muitas pessoas não sentem nada no início. Quando os sintomas aparecem, os mais frequentes são:
- Sede excessiva e vontade de urinar com frequência
- Cansaço e sonolência
- Visão embaçada
- Perda de peso sem explicação
- Feridas que demoram a cicatrizar e infecções de repetição
- Formigamento nos pés e nas mãos
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é feito com exames de sangue simples: glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e, em alguns casos, o teste oral de tolerância à glicose. Esses exames também identificam o pré-diabetes, fase em que ainda é possível reverter o quadro.
Quem tem fatores de risco deve fazer o rastreamento periodicamente, mesmo sem sintomas.
Tratamento e acompanhamento
O tratamento combina alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e, quando indicado, medicamentos. Hoje existem diversas classes de remédios que, além de controlar a glicose, ajudam a proteger o coração e os rins e podem auxiliar na perda de peso.
O plano é sempre individual. O endocrinologista define metas, ajusta as medicações e acompanha exames para prevenir complicações nos olhos, rins, nervos e no sistema cardiovascular.
Quando procurar um endocrinologista
Procure avaliação se você tem sintomas, exames de glicose alterados, histórico familiar de diabetes ou dificuldade para manter a doença sob controle. O acompanhamento regular faz diferença na qualidade de vida a longo prazo.